Buscape

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Os níveis de ruído mais altos do que um grito podem prejudicar partes do ouvido interno, chamadas de células ciliadas. As células ciliadas agem como o porteiro de nossa audição. Quando as ondas sonoras atingem essas células, elas convertem as vibrações em correntes elétricas que nossos nervos auditivos levam para o cérebro. Sem as células ciliadas, não há nada onde o som possa refletir, como se você tentasse fazer eco de sua voz no deserto.

As células ciliadas estão no ouvido interno, dentro da cóclea, que tem formato de concha. As extensões semelhantes a chumaços de cabelo, chamadas de estereocílios, estão sobre elas. Quando as ondas sonoras percorrem os ouvidos e chegam às células ciliadas, as vibrações se desviam dos estereocílios, fazendo com que se movam de acordo com a força e a inclinação da vibração. Por exemplo, o tom melódico de um piano produziria um movimento suave nos estereocílios, enquanto uma música heavy metal geraria um movimento mais rápido e agudo. Esse movimento aciona uma corrente eletroquímica que envia as informações das ondas sonoras através dos nervos auditivos para o cérebro.
Quando você escuta ruídos excepcionalmente altos, seus estereocílios ficam lesados e continuam enviando, por engano, informações sonoras às células do nervo auditivo. No caso de um show de rock e uma exibição de fogos de artifício, o zumbido acontece porque as pontas de alguns estereocílios realmente se romperam. Você ouve aquelas correntes falsas no zumbido na cabeça, chamadas de tinido. Entretanto, como você pode desenvolver novamente essas pequenas pontas em aproximadamente 24 horas [fonte: Preuss (em inglês)], o zumbido normalmente é temporário.

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