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domingo, 10 de abril de 2011

PPRPS: O QUE SIGNIFICA:

PPRPS significa Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares.

É um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança à serem implementadas em prensas e equipamentos similares com o objetivo de garantir proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos. O PPRPS deve ser aplicado nos estabelecimentos que possuam prensas ou equipamentos similares.

O Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Equipamentos Similares é um planejamento estratégico e seqüencial das medidas de segurança que devem ser implementadas em prensas e equipamentos similares com o objetivo de garantir proteção adequada à integridade física e à saúde de todos os trabalhadores envolvidos com as diversas formas e etapas de uso das prensas e/ou dos equipamentos similares.

O PPRPS deve ser aplicado nos estabelecimentos que possuem prensas e/ou equipamentos similares.

Prensas são equipamentos utilizados na conformação e corte de materiais diversos, onde o movimento do martelo (punção) é proveniente de um sistema hidráulico (cilindro hidráulico) ou de um sistema mecânico (o movimento rotativo é transformado em linear através de sistemas de bielas, manivelas ou fusos).

Para efeito do PPRPS são considerados os seguintes tipos de prensas, independentemente de sua capacidade:

Prensas mecânicas excêntricas de engate por chaveta;
Prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem;
Prensas de fricção com acionamento por fuso;
Prensas hidráulicas;
Outros tipos de prensas não relacionadas anteriormente.
Equipamentos similares são aqueles com funções e riscos equivalentes aos das prensas. Para efeito do PPRPS são considerados os seguintes tipos de equipamentos similares, independentemente de sua capacidade:

Martelos de queda;
Martelos pneumáticos;
Marteletes;
Guilhotinas, tesouras, cisalhadoras;
Recalcadoras;
Máquinas de corte e vinco;
Maquinas de compactação;
Outros equipamentos não relacionados anteriormente.
Equipamentos que possuem cilindros rotativos para conformação de materiais. Para efeito do PPRPS são considerados os seguintes tipos de equipamentos com cilindros, independentemente de sua capacidade:

Rolos laminadores, laminadoras, calandras e endireitadeiras;
Misturadores;
Cilindros misturadores;
Máquinas de moldagem;
Desbobinadeiras;
Outros equipamentos com cilindros rotativos não relacionados anteriormente.
Matrizes, estampos ou ferramentas (ferramental) são elementos que são fixados no martelo e na mesa das prensas e equipamentos similares, tendo como função o corte e/ou a conformação de materiais, podendo incorporar os sistemas de alimentação/extração relacionados ao próximo item.

Sistemas de alimentação/extração são meio utilizados para introduzir e retirar a matéria prima a ser conformada ou cortada na matriz, podendo ser:

Manual;
Gaveta;
Bandeja rotativa ou tambor de revólver;
Por gravidade, qualquer que seja o meio de extração;
Mão mecânica;
Por transportador ou robótica;
Contínua (alimentadores automáticos).
Dispositivos de proteção aos riscos existentes na zona de prensagem ou de trabalho.

Ferramenta fechada, significando o enclausuramento do par de ferramentas, com frestas ou passagens que não permitam o ingresso de dedos e mãos nas áreas de risco, conforme as NBR 13760 e 13761;
Enclausuramento da zona de prensagem, com frestas que permitam apenas o ingresso do material, e não dos dedos e mãos, nas áreas de risco, conforme a NBR 13761. Pode ser constituído de proteções fixas ou móveis, conforme a NBR NM 272;
Cortina de luz com auto-teste (vide item 4.10 da NBR 13930:2001);
Comando bimanual com simultaneidade e auto-teste, conforme a NBR 14152:1998.
Fica vedada a utilização de dispositivos afasta-mão ou similares.
As prensas mecânicas excêntricas e similares de engate por chaveta não podem permitir o ingresso das mãos ou dos dedos dos operadores na zona de prensagem, devendo adotar as seguintes proteções na zona de prensagem:

ser enclausuradas, com proteções fixas ou operar somente com ferramentas fechadas.
As prensas hidráulicas, prensas mecânicas excêntricas com freio/embreagem e seus similares devem adotar as seguintes proteções na zona de prensagem:

ser enclausuradas;
operar somente com ferramentas fechadas;
possuir comando bimanual com simultaneidade e auto-teste conjugado com cortina de luz com auto-teste.
Para as atividades de forjamento a morno e à quente, as empresas poderão utilizar pinças e tenazes.

Pinças e tenazes para outras aplicações podem ser utilizadas em caráter provisório, para a alimentação das demais prensas (a frio), enquanto as medidas de proteção definitivas não estiverem implementadas.

É condição de Risco Grave e Iminente o ingresso das mãos e dedos do trabalhador na zona de prensagem sem as proteções definidas.

As prensas que têm sua zona de prensagem enclausurada ou utilizam somente ferramentas fechadas podem ser acionadas por pedal com atuação elétrica, pneumática ou hidráulica, desde que instalados no interior de uma caixa de proteção, atendendo o disposto na NBR 13758.

Para atividades de forjamento a morno e à quente, podem ser utilizados os pedais dispostos no caput deste item, sem a exigência de enclausuramento da zona de prensagem.

As prensas mecânicas excêntricas e similares com freio/embreagem devem dispor de válvula de segurança que impeça o seu acionamento acidental (vide item 4.7 da NBR 13930:2001).

A rede de ar comprimido de alimentação de prensas e similares deve possuir um sistema que garanta a eficácia das válvulas de

Todas as prensas devem possuir calço de segurança, para travar o martelo nas operações de troca das ferramentas, nos seus ajustes e manutenções, a serem adotados antes do início dos trabalhos.

O calço deve ser pintado de amarelo e dotado de interligação eletromecânica, conectado ao comando central da máquina de forma a impedir, quando removido de seu compartimento, o funcionamento da prensa.

Nunca devem ser utilizados com a prensa em funcionamento, para sustentar o peso do martelo.

Nas situações onde não seja possível o uso do calço de proteção ou um de seus componentes, devem ser adotadas medidas alternativas, que garantam o mesmo resultado, sob orientação e responsabilidade do profissional definido no.

As transmissões de força, como polias, correias e engrenagens, devem ter proteção fixa, integral e resistente, através de chapa ou outro material rígido, que impeça o ingresso das mãos e dedos, conforme a NBR 13761.

Nas prensas excêntricas mecânicas deve haver proteção fixa, integral e resistente das bielas e das pontas de seus eixos.

As grandes prensas devem possuir plataformas e escadas de acesso com guarda-corpo, com dimensões tais que impeçam a passagem ou queda de uma pessoa.

As ferramentas devem ser construídas de forma que evitem a projeção de rebarbas nos operadores, e dotadas de dispositivos destacadores que facilitem a retirada das peças e não ofereçam riscos adicionais.

As ferramentas devem ser armazenadas em locais próprios e seguros.

Devem ser fixadas às máquinas de forma adequada, sem improvisações.

Nos martelos pneumáticos, o parafuso central da cabeça do amortecedor deve ser preso com cabo de aço; o mangote de entrada de ar deve possuir proteção que impeça sua projeção em caso de ruptura, e todos os prisioneiros (superior e inferior) devem ser travados com cabo de aço.

As guilhotinas, tesouras ou cisalhadoras devem possuir grades de proteção fixas ou móveis, para impedir o ingresso das mãos e dedos dos operadores na zona de corte, conforme a NBR 13761.

As proteções móveis devem ser dotadas de dispositivos eletromecânicos que garantam a pronta paralisação da máquina, sempre que forem movimentadas, removidas ou abertas, conforme a NBR NM 273.

Os rolos laminadores, calandras e outros equipamentos similares devem ter seus cilindros protegidos, de forma a não permitir o acesso às áreas de risco, ou serem dotados de outro sistema de proteção de mesma eficácia.

Dispositivos de parada e retrocesso de emergência são obrigatórios, mas não eliminam a necessidade da exigência contida no caput deste item.

Os dispositivos de segurança devem ser verificados quanto ao seu adequado funcionamento pelo próprio operador, sob responsabilidade da chefia imediata, no inicio do turno de trabalho, após a troca de ferramentas,

As prensas e equipamentos similares devem ser submetidos a revisões periódicas, cujo prazo será estabelecido no Plano de Manutenção da maquina, em função da utilização e informações do fabricante.

As empresas devem elaborar o PPRPS e mantê-lo à disposição dos representantes dos trabalhadores na CIPA, onde houver, e das autoridades competentes, norteando que nenhum trabalhador deve executar as suas atividades expondo-se à zona de prensagem desprotegida.

Toda empresa deve ter um procedimento por escrito, para definir as seqüências lógicas e seguras de todas as atividades relacionadas a prensas e similares.

Planta baixa e relação com todos os equipamentos, os quais devem ser identificados e descritos individualmente, constando:

Tipo de prensa ou equipamento similar;
Modelo;
Fabricante;
Ano de fabricação;
Capacidade;
Definição dos Sistemas de Proteção, para cada prensa ou equipamento similar, devendo conter seu princípio de funcionamento.

A implantação dos Sistemas para cada prensa ou equipamento similar deve ser acompanhado de cronograma, especificando-se cada etapa e prazo a ser desenvolvida.

No caso de prensa mecânica excêntrica de engate por chaveta, caso seja convertida para freio/embreagem, a mudança deverá obedecer a cronograma conforme menção anterior.

O Plano de Manutenção de cada prensa ou equipamento similar deve ser registrado em livro próprio, ficha ou informatizado.

O treinamento especifico para operadores de prensas ou equipamentos similares deve obedecer ao seguinte conteúdo programático:

tipos de prensa ou equipamento similar;
princípio de funcionamento;
sistemas de proteção;
possibilidades de falhas dos equipamentos;
responsabilidade do operador;
responsabilidade da chefia imediata;
riscos na movimentação e troca dos estampos e matrizes;
calços de proteção;
outros.
O treinamento específico para movimentação e troca de ferramentas, estampos e matrizes devera ser ministrado para os operadores e funcionários responsáveis pela troca e ajuste dos conjuntos de ferramentas em prensas e similares, devendo conter:

tipos de estampos e matrizes;
responsabilidades na supervisão e operação de troca dos estampos e matrizes;
meios de fixá-los à máquina;
calços de segurança;
lista de checagem (check-list) de montagem;
outros.
O treinamento específico previsto nos itens 29 e 30 terá validade de 2 (dois) anos, devendo os operadores de prensas ou equipamentos similares passarem por reciclagem após este período.

Treinamento básico para trabalhadores envolvidos em atividades com prensas e equipamentos similares deve ser ministrado como condição fundamental, antes do inicio das atividades, conforme o disposto no item 1.7, alínea “b”, da NR-1.

O empregador é responsável pelo PPRPS, por intermédio de seus representantes, comprometendo-se com as medidas previstas e nos prazos estabelecidos.

O PPRPS deve ser coordenado, e estar sob responsabilidade técnica, de um Engenheiro de Segurança do Trabalho.

Nas empresas onde o SESMT não comportar Engenheiro de Segurança do Trabalho no seu dimensionamento, o PPRPS será coordenado por Técnico de Segurança do Trabalho.

Nas Empresas onde não há o SESMT o programa deve ser coordenado por Engenheiro de Segurança do Trabalho, documentado conforme legislação vigente.

A montagem dos estampos ou matrizes é considerada momento crítico sob o ponto de vista de segurança, portando todos os recursos humanos e materiais devem ser direcionados para o controle dos riscos de acidentes.

O responsável pela supervisão da operação de troca de estampos e matrizes deve acompanhar as etapas de montagem e, somente após certificar-se de que todas foram cumpridas, conforme procedimento específico, liberar a máquina para operação.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dicas:

• Coloque o lixo na lixeira.
• Coloque o saco de lixo longe dos cães.
• O saco de lixo deve ser colocado pouco tempo
antes da coleta.
• Deposite os sacos de lixo em local de fácil acesso
para o coletor.
• Vidros, pedaços de madeira e pregos devem
estar embalados em jornal para não acidentar
o coletor de lixo.
• Prenda o seu cão na hora da coleta do lixo.
• A queima do lixo prejudica a sua saúde.
• Leve sempre uma sacolinha para passear com
o cachorro e recolha o cocô.

Noticias sobre Garis ( Coletores de Lixos)

O Município de Bujari enfrenta sérias dificuldades na área de infra-estrutura urbana, a falta de benefícios e investimentos afeta até mesmo os funcionários públicos de uma forma geral, em particular, aqueles que são responsáveis por manter a cidade limpa.
Desde o início do ano, os vereadores vem cobrando da prefeitura, melhores condições de trabalho para os garis e demais funcionários da Secretaria de Obras, pois falta material adequado de trabalho e de segurança para a saúde dos trabalhadores como: luvas, máscaras, e até mesmo fardamento.
Não bastasse tudo isso, os garis estão utilizando luvas de procedimento médico para se protegerem enquanto efetuam a coleta de lixo. “É uma situação desumana a que estão sendo submetidos esses trabalhadores, são pessoas responsáveis diretamente para que a cidade esteja sempre limpa e agradável, e mesmo assim não recebem ao menos condições dignas de trabalho. Estamos fazendo coleta de lixo usando luvas de procedimento médico, que deveria estar sendo usada nos postos de saúde, pois não protegem nossas mãos de levar um corte ou mesmo de nos contaminar com algum resíduo tóxico. Da mesma forma falta material de segurança para os garis que trabalham com roçadeira”, afirmou o Presidente do SINDSMUB (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bujari), Antonio dos Santos Pinto.
Segundo Presidente da Câmara, Vereador Francisco Bessa, os vereadores irão tomar providências, pois já foram feitas inúmeras indicações pedindo que a prefeitura cumpra com suas obrigações para com esses profissionais, porém, pelo que se pode observar nada ainda foi feito, restando portanto, denunciar junto ao Ministério público tais práticas de negligências contra esses profissionais.

Cuidado e Segurança com Lixo Hospitalar:

Dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico mostram que o Brasil gera cerca de 149 mil toneladas de resíduos urbanos por dia. De 1% a 3% deste volume (entre 1,49t e 4,47t) é composto por Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), o chamado lixo hospitalar. Ao fim de um mês, este montante pode chegar a 134,1 toneladas que se não forem descartadas de forma correta podem trazer sérios prejuízos a população e ao meio ambiente.

A pesquisa também mostra que 63% dos municípios brasileiros possuem coleta destes resíduos. Entre eles está Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde as empresas responsáveis realizam a coleta diária deste material em clínicas e hospitais da cidade. Assim como acontece no Santa Genoveva Complexo Hospitalar, onde o controle do lixo hospitalar é feito seguindo as normas e orientações de segurança da Vigilância Sanitária.

Segundo a coordenadora da hotelaria do complexo, Nádia Furlani, o descarte deste material passa por várias etapas até o envio para os órgãos da vigilância. "O início do processo é realizado nas centrais de enfermagem espalhadas pelas unidades de internação. Cada material utilizado é depositado em recipientes específicos – descartex ou sacos brancos. Após estes recipientes serem lacrados pela enfermagem, os funcionários da higienização os recolhem", conta a coordenadora.

Em seguida, estes materiais, separados por grupos (agulhas, seringas, gases, luvas, frascos de medicamentos, etc) são acondicionados no depósito específico, onde permanecem até o recolhimento realizado diariamente pela empresa credenciada à Vigilância Sanitária.

A coordenadora explica também que para evitar problemas ou erros durante o manuseio e descarte dos materiais, no Santa Genoveva cada funcionário envolvido no processo recebe treinamento constante. "Além disso, existem depósitos separados para armazenamento de lixo comum e hospitalar até as suas coletas externas, e também o uso obrigatório dos sacos plásticos brancos para identificação de resíduo hospitalar", reforça.

Descarte

Mesmo com todas as orientações, algumas unidades de saúde do País ainda fazem o descarte inadequado. Chegam a depositar parte, ou todo o material, junto com o lixo comum recolhido pelas prefeituras. Uma prática que pode trazer vários problemas de contaminação, principalmente para os funcionários que trabalham na coleta pública.

Além da contaminação das pessoas que venham a ter contato com estes materiais sem o uso de equipamentos de segurança, o lixo hospitalar também pode representar problemas para o meio ambiente com contaminação do solo, de águas superficiais e profundas. Por isso, somente os órgãos da Vigilância Sanitária podem realizar esse descarte, pois possuem projetos para este trabalho com aprovação do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama. Assim, se os resíduos são depositados de acordo com as normas, não há riscos para o meio ambiente ou para a população.

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