O setor sucro-alcooleiro tem apresentado franca expansão nos últimos anos, mas aspectos relacionados à saúde e condições de trabalho vem sendo objeto de discussões na sociedade, tendo em vista os possíveis impactos desta atividade no desgaste dos trabalhadores. O presente artigo é um desenho exploratório que contou com a revisão de literatura como procedimento de pesquisa, tendo como objetivo apresentar uma proposta de intervenção utilizando o método da Análise Ergonômica do Trabalho (A.E.T.), da linha da escola francesa de ergonomia. Este possibilita identificar, diagnosticar e propor medidas para a resolução dos problemas que afetam o desempenho das pessoas em seu trabalho, validando os dados subjetivos coletados junto à população de trabalhadores e confrontá-los com a situação real de trabalho. Como conseqüência, os trabalhadores têm a sua condição de saúde melhorada. Este estudo mostra que para compreender e prevenir os problemas que se acentuam nos canaviais, não basta avaliar todos os aspectos presentes na situação de trabalho de forma isolada. É fundamental, que se investigue não só o aspecto fisiológico, como também o modo que se organiza o trabalho e o processo de produção, e dessa atitude, implementar mudanças visando a melhoria das condições de trabalho e saúde dos cortadores de cana-de-açúcar .
Introdução:
Um indivíduo quando submetido a uma carga de trabalho, desenvolve estruturas metabólicas, endócrinas, biomecânicas, psicológicas e cognitivas que ocasionam a adaptação, ou à enfermidade se forem extrapolados os limitadores apropriados ao funcionamento do organismo humano.
Segundo Verdussen apud Miranda (2004), toda atividade física ocasiona fadiga, como conseqüência dos processos fisiológicos ocorridos no desempenho de um esforço. Estes procedimentos são a queima de elementos energéticos que induzem a uma aceleração do batimento cardíaco, de forma a compensar, pelo afluxo mais rápido de sangue aos pulmões a maior taxa de oxigênio consumido. Os trabalhadores muitas vezes têm uma percepção de sua fadiga, de seu estado de saúde, e se relacionam com as características da situação de trabalho.
Dentro de um contexto de sacrifício corporal, o setor da colheita de cana-de-açúcar apresenta problemas relacionados a fatores que afetam a segurança e a saúde dos trabalhadores, sejam: ambientais, fisiológicos e relacionados à organização. Além dos aspectos relacionados à saúde e condições de trabalho o processo de produção da cana vem sendo objeto de estudos nos aspectos sociais decorrentes da migração, alojamentos precários, e outros que associam este processo a importantes impactos ambientais como degradação do solo, poluição do ar na queima da palha (CANÇADO, 2003).
Estas condições de trabalho no corte de cana de açúcar vem sendo objeto de discussões na sociedade tendo em vista os possíveis impactos desta atividade no desgaste dos trabalhadores, associado à expansão crescente do setor. O assunto é ainda pouco estudado no meio científico nacional e internacional, com carência de literatura especializada.
O setor sucro-alcooleiro vem apresentando franca expansão nos últimos anos decorrente da possível escassez e de aspectos ambientais provocados pelo uso dos combustíveis fosseis provocando a busca de combustíveis alternativos no plano mundial (JORNAL DA CANA, 2006).
Em oito anos o Brasil irá expandir as plantações de cana em mais 3,1 milhões de hectares e o centro oeste será a nova fronteira da cana. Com a construção atual de mais 89 Usinas, sendo que 19 já irão operar no ano de 2006, está sendo esperada a criação de mais 200 mil vagas para atender a expansão do plantio (ISTO É DINHEIRO, 2006).
Perante a importância da cultura da cana-de-açúcar para o Brasil, considerando-se o grande número de trabalhadores envolvidos e a escassez de pesquisas nesta área, as reflexões em seguida trarão importantes contribuições para o conhecimento mais detalhado do trabalho da colheita da cana-de-açúcar.
O presente artigo tem como objetivo apresentar um método que abrange um vasto campo de estudos sobre os determinantes do trabalho nas condições de desempenho e saúde dos trabalhadores e/ou a produtividade através do diagnóstico das condições de trabalho e propor medidas para a melhora das condições e processo de trabalho, contribuindo para a sustentabilidade sócio-ambiental do setor.
A cultura da cana-de-açúcar e sua relação com a saúde dos trabalhadores
A cana-de-açúcar é um dos principais produtos das exportações brasileiras, e ainda constitui uma das opções freqüentes de emprego e renda, especialmente, para os trabalhadores envolvidos nas colheitas. O mercado sucro-alcooleiro movimenta cerca de R$ 36 bilhões por ano, com faturamentos diretos e indiretos, correspondentes a 3,5% do PIB nacional (JORNAL DA CANA, 2006). A cana-de-açúcar e seus subprodutos são consumidos em larga escala no Brasil e no exterior.
No Brasil, ainda segundo o Jornal da Cana (2006), as 289 usinas e destilarias que geram 3,6 milhões de empregos estão distribuídas nas regiões nordeste, centro-oeste, sul e principalmente sudeste do país. Produzindo cerca de 340 milhões de toneladas de cana-de-açúcar moída, permitindo a fabricação de 24 milhões de toneladas de açúcar e 14 bilhões de litros de álcool.
Assim sendo, dentro do processo produtivo as atividades da colheita manual da cana-de-açúcar são consideradas muito importantes, devido ao grande número de trabalhadores envolvidos e o desgaste físico decorrente desta da atividade. Ao contrário de outros paises como a Austrália, onde se utiliza método de colheita mecanizada, no Brasil a colheita é realizada principalmente por método manual e semimecanizado, com expressivo uso de mão de obra de baixa qualificação.
A agroindústria canavieira emprega um milhão de brasileiros no corte da cana-de-açúcar, e mais de 80% do que é colhido é cortado à mão, segundo União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (UNICA, 2006). O corte é precedido da queima da palha da planta, tornando o trabalho mais rápido e rentável para o trabalhador, porém, muitas vezes, o corte é feito com a cana crua, principalmente quando a cana-de-açúcar é destinada ao plantio.
Adissi (1997) comenta que o trabalho canavieiro tem uma relação de dependência com a agroindústria. Como a lavoura canavieira tem como finalidade o suprimento das necessidades da agroindústria do álcool e açúcar, isso exige a integração entre os sistemas de produção agrícola e industrial. Essa condição faz com que as exigências industriais sejam transferidas aos sistemas de produção agrícola.
Segundo Alves (2003) o aumento da quantidade de trabalhadores disponível para o corte de cana se deve a fatores como a baixa mecanização do corte de cana, aumento do desemprego geral da economia, provocada por duas décadas de baixo crescimento econômico e expansão da fronteira agrícola para as regiões do cerrado, atingindo o sul do Piauí e a região da Pré-Amazônia Maranhense, destruindo as formas de reprodução da pequena propriedade agrícola familiar, predominante nestes estados.
O corte manual da cana-de-açúcar, segundo informações da Copersucar (1980), é caracterizado por movimentos repetitivos dos braços, pernas e tronco, podendo ser feito sob duas condições: cana crua e cana queimada. No corte da cana crua, o cortador usando um facão, elimina a palha e, a seguir, corta a cana rente ao solo e na ponta. Alessi e Scopinho (1994) indicam que um cortador de cana de açúcar de sexo masculino pode alcançar a produção máxima de 14 toneladas/dia e do sexo feminino 10 toneladas/dia.
O sistema de pagamento por produção, associado à precarização dos alojamentos, meios de transporte, alimentação insuficiente e condições trabalho nocivas, sem pausas para descanso, podem agravar os riscos de acidentes e o desgaste prematuro destes trabalhadores. Desde o período de 2004-2005, o Ministério Público do Trabalho de Campinas vem suspeitando da relação das ocorrências de 13 mortes às condições de trabalho que teriam levado os trabalhadores à exaustão (BOLETIM INFORMATIVO DA PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO, 2005).
Cabe ressaltar que a Norma Brasileira de Ergonomia (NR-17 da Portaria 3214/78 – Ministério do Trabalho e Emprego) não admite o pagamento por produção quando existem riscos à saúde dos trabalhadores, uma vez que este tipo de pagamento induz o trabalhador a ultrapassar os limites fisiológicos em busca de um rendimento financeiro extra.
Para compreender o processo de trabalho, detectar a presença e a importância destes problemas no setor e garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores devem-se lançar mão de estudos ergonômicos que possam contribuir também para a melhora do processo de trabalho da empresa. O método da análise ergonômica do trabalho possibilita identificar, diagnosticar e propor medidas para a resolução dos problemas que afetam o desempenho das pessoas em seu trabalho.
Nesse sentido, para que a ação obtenha sucesso, é preciso que todos os atores envolvidos na empresa participem de todas as etapas do estudo, da direção aos operadores de produção. Para isso, é necessário aplicar métodos e técnicas para condução das transformações necessárias (GUERIN et al., 2001).
Análise ergonômica do trabalho:
A Análise Ergonômica do Trabalho (A.E.T.) abrange fatores que oportunizam identificar situações que levam a melhorar ou, pelo menos, a amenizar as condições de trabalho, otimizando a produção, satisfazendo o trabalhador, melhorando o conforto oferecido e aumentando a produtividade da organização.
Ela descende da escola francesa de Ergonomia, que tem como objetivo a adaptação do trabalho ao homem, opondo-se a visão da Human Factors de adaptação do homem a sua profissão (WISNER, 2004). Ela é centrada sobre as atividades dos operadores, estudando em campo as situações entre o trabalho e o ser humano sob o ponto de vista real.
Montmollin apud Cockell (2005) compara a corrente Human Factors de origem Americana e britânica, com a Ergonomia da Atividade, de origem francofônica. Esta última vertente utiliza a análise gestual ao contrário do estudo de movimento muscular preconizado pela outra corrente. Além disso, privilegia o raciocínio, ao invés da medida da carga mental e o significado de informações em situações reais, diferente da percepção de laboratório.
A Análise Ergonômica do Trabalho (A.E.T.) então é um modelo metodológico de intervenção e de transformação capaz de apreender a complexidade existente na relação do homem com o trabalho, sem colocar em prova um modelo escolhido a priori (WISNER, 2004). Esta análise é uma ferramenta básica no funcionamento e gestão de uma empresa. Seus resultados permitem ajudar na concepção efetiva dos meios materiais, organizacionais e de formação, auxiliando o alcance dos objetivos planejados, com a preservação do estado físico, psíquico e vida social do trabalhador (BALBINOTTI, 2003).
Para Lima (1992), esta nova abordagem permite avançar na compreensão da gênese de doenças e outros efeitos negativos presentes na situação de trabalho, pela constituição da questão saúde/trabalho em torno da atividade real dos trabalhadores. Para este autor, o conhecimento do que se pode chamar de “ponto de vista da atividade” fornece uma leitura original da forma como os trabalhadores se relacionam com o ambiente de trabalho e constitui um princípio que deve orientar a sua transformação. As mudanças então, que se efetua no trabalho, se dão segundo as necessidades dos trabalhadores e não segundo a lógica econômica estreita que predomina atualmente.
De acordo com Ferreira et al. (1993), a ergonomia interessa-se pelo estudo dos aspectos presentes na situação de trabalho não de forma isolada, mas em sua relação com um determinado tipo de fazer. Esta forma de abordar a atividade torna-se crucial para o entendimento das Lesões por Esforços Repetitivos, já que não são apenas as características das atividades desempenhadas pelos trabalhadores (movimentos repetitivos, forças excessivas, posturas inadequadas) que levam aos seus aparecimentos, mas sim a inter-relação destas com os diversos fatores presentes na situação de trabalho, cuja compreensão não pode se dar sem a mediação da atividade de trabalho.
Portanto, a ergonomia através do estudo da atividade dos indivíduos em situações reais de trabalho, pode compreender como eles utilizam suas capacidades psico-fisiológicas para executar as tarefas propostas e podem ter, como conseqüência, sua saúde e desempenhos comprometidos.
Como lembra Guérin et al. (2001) para atender as tarefas propostas, os indivíduos elaboram estratégias originais, assim, as conseqüências sobre a saúde dos trabalhadores não devem ser abordadas apenas em termos de fatores de risco. Torna-se fundamental observar o papel ativo do trabalhador na construção de modos operatórios que não sejam desfavoráveis à sua saúde.
A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é uma metodologia que possibilita através do ponto de vista da atividade, compreender e correlacionar os determinantes das situações de trabalho com as suas conseqüências para os trabalhadores e para o sistema de produção (GUÉRIN et al., 2001).
Assim, a ergonomia da linha francesa se interessa pelo homem em situações reais de trabalho, cada vez mais compreendidas em sua globalidade e complexidade social (LIMA, 1992). Desse modo, pode favorecer para que o trabalho não se efetue somente dentro de um ambiente seguro e saudável, mas que ofereça aos trabalhadores a verdadeira possibilidade de realizar-se, de expandir-se e de servir a sociedade.
Buscape
segunda-feira, 7 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Noticia:
O ‘bum’ da Construção Civil, desde a implantação do Programa de Aceleração do Crescimento e de incentivos como a redução do IPI para materiais de construção, o setor é um dos que vem mais crescendo e se fortalecendo em todo o país. E, depois de registrar um avanço próximo de 10% em 2010, a perspectiva é que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção cresça 9% em 2011.
Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon), Andrade Júnior, a construção civil vai crescer o dobro da expansão prevista por analistas para a economia brasileira, de 4,5%, em média. "O setor vive um momento excepcional. Se os problemas na economia mundial não afetarem o Brasil e o governo mantiver firmes os compromissos de controle da inflação, o atual ciclo positivo pode se prolongar até 2020", afirma.
No Piauí, no ano de 2010, a Construção Civil foi responsável pela criação de 7.215 postos de empregos entre janeiro e novembro, o que representa 37% dos empregos criados no Estado.
Por conta do alto crescimento e dos novos postos de trabalho, o SINDUSCON Teresina tem incentivado a cada uma das empresas do setor a seguirem rigorosamente as segurança e a saúde do trabalho, baseadas na Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Além de informar sobre as normas que precisam ser cumpridas, queremos que setor seja mais seguro para cada um dos trabalhadores. Que eles possam realizar seu trabalho de forma correta, sem riscos e que continuemos neste ritmo de crescimento”, diz o presidente do SINDUSCON Teresina, Andrade Júnior.
Entre essas normas, a NR-18 estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e de organização para implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção, além de determinar a elaboração do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (Pcmat).
A maioria dos casos de acidentes de trabalho no Piauí, segundo os últimos dados da delegacia regional do Ministério do Trabalho, se concentra na construção civil. Em dez anos de auxílio aos trabalhadores o Grupo de Aconselhamento em Acidente do Trabalho - GRAAT, o Ministério registrou que 43,72% dos acidentes acontecem nas obras de construção. Em seguida estão os acidentes notificados na área de serviços (15,03%), indústria (8,24%), comércio (5,66%) e outros (27,35%). “ Apesar de grande parte desses acidentes não ocorrer na indústria formal da construção civil, estes são números preocupantes e que não queremos que cresçam ainda mais. Incentivando a segurança e informando sobre melhores condições de trabalho podemos diminuir os índices e fazer da Construção Civil um setor cada vez mais seguro”, finaliza Andrade Júnior.
Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon), Andrade Júnior, a construção civil vai crescer o dobro da expansão prevista por analistas para a economia brasileira, de 4,5%, em média. "O setor vive um momento excepcional. Se os problemas na economia mundial não afetarem o Brasil e o governo mantiver firmes os compromissos de controle da inflação, o atual ciclo positivo pode se prolongar até 2020", afirma.
No Piauí, no ano de 2010, a Construção Civil foi responsável pela criação de 7.215 postos de empregos entre janeiro e novembro, o que representa 37% dos empregos criados no Estado.
Por conta do alto crescimento e dos novos postos de trabalho, o SINDUSCON Teresina tem incentivado a cada uma das empresas do setor a seguirem rigorosamente as segurança e a saúde do trabalho, baseadas na Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Além de informar sobre as normas que precisam ser cumpridas, queremos que setor seja mais seguro para cada um dos trabalhadores. Que eles possam realizar seu trabalho de forma correta, sem riscos e que continuemos neste ritmo de crescimento”, diz o presidente do SINDUSCON Teresina, Andrade Júnior.
Entre essas normas, a NR-18 estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e de organização para implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção, além de determinar a elaboração do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (Pcmat).
A maioria dos casos de acidentes de trabalho no Piauí, segundo os últimos dados da delegacia regional do Ministério do Trabalho, se concentra na construção civil. Em dez anos de auxílio aos trabalhadores o Grupo de Aconselhamento em Acidente do Trabalho - GRAAT, o Ministério registrou que 43,72% dos acidentes acontecem nas obras de construção. Em seguida estão os acidentes notificados na área de serviços (15,03%), indústria (8,24%), comércio (5,66%) e outros (27,35%). “ Apesar de grande parte desses acidentes não ocorrer na indústria formal da construção civil, estes são números preocupantes e que não queremos que cresçam ainda mais. Incentivando a segurança e informando sobre melhores condições de trabalho podemos diminuir os índices e fazer da Construção Civil um setor cada vez mais seguro”, finaliza Andrade Júnior.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Os níveis de ruído mais altos do que um grito podem prejudicar partes do ouvido interno, chamadas de células ciliadas. As células ciliadas agem como o porteiro de nossa audição. Quando as ondas sonoras atingem essas células, elas convertem as vibrações em correntes elétricas que nossos nervos auditivos levam para o cérebro. Sem as células ciliadas, não há nada onde o som possa refletir, como se você tentasse fazer eco de sua voz no deserto.
As células ciliadas estão no ouvido interno, dentro da cóclea, que tem formato de concha. As extensões semelhantes a chumaços de cabelo, chamadas de estereocílios, estão sobre elas. Quando as ondas sonoras percorrem os ouvidos e chegam às células ciliadas, as vibrações se desviam dos estereocílios, fazendo com que se movam de acordo com a força e a inclinação da vibração. Por exemplo, o tom melódico de um piano produziria um movimento suave nos estereocílios, enquanto uma música heavy metal geraria um movimento mais rápido e agudo. Esse movimento aciona uma corrente eletroquímica que envia as informações das ondas sonoras através dos nervos auditivos para o cérebro.
Quando você escuta ruídos excepcionalmente altos, seus estereocílios ficam lesados e continuam enviando, por engano, informações sonoras às células do nervo auditivo. No caso de um show de rock e uma exibição de fogos de artifício, o zumbido acontece porque as pontas de alguns estereocílios realmente se romperam. Você ouve aquelas correntes falsas no zumbido na cabeça, chamadas de tinido. Entretanto, como você pode desenvolver novamente essas pequenas pontas em aproximadamente 24 horas [fonte: Preuss (em inglês)], o zumbido normalmente é temporário.
As células ciliadas estão no ouvido interno, dentro da cóclea, que tem formato de concha. As extensões semelhantes a chumaços de cabelo, chamadas de estereocílios, estão sobre elas. Quando as ondas sonoras percorrem os ouvidos e chegam às células ciliadas, as vibrações se desviam dos estereocílios, fazendo com que se movam de acordo com a força e a inclinação da vibração. Por exemplo, o tom melódico de um piano produziria um movimento suave nos estereocílios, enquanto uma música heavy metal geraria um movimento mais rápido e agudo. Esse movimento aciona uma corrente eletroquímica que envia as informações das ondas sonoras através dos nervos auditivos para o cérebro.
Quando você escuta ruídos excepcionalmente altos, seus estereocílios ficam lesados e continuam enviando, por engano, informações sonoras às células do nervo auditivo. No caso de um show de rock e uma exibição de fogos de artifício, o zumbido acontece porque as pontas de alguns estereocílios realmente se romperam. Você ouve aquelas correntes falsas no zumbido na cabeça, chamadas de tinido. Entretanto, como você pode desenvolver novamente essas pequenas pontas em aproximadamente 24 horas [fonte: Preuss (em inglês)], o zumbido normalmente é temporário.
Ruidos e a Prevenção:
* EFEITOS DO RUÍDO AO ORGANISMO
Alterações menstruais e impotência sexual; insônia; zumbido no ouvido; estreitamento
dos vasos sangüíneos e aumento da pressão arterial; contração dos músculos; ansiedade
e tensão.
* COMO FUNCIONA O NOSSO OUVIDO:
As ondas sonoras do ruído penetram pelo canal auditivo, movimentam os ossículos do
ouvido médio, o martelo, a bigorna e o estribo, transmitindo vibrações e estimulando a
cóclea, onde encontram-se localizadas as células auditivas. Por serem constituídas de
tecido nervoso, uma vez destruídas, não se regeneram originando perdas progressivas da
capacidade auditiva.
* COMO PROTEGER-SE DO RUÍDO:
Uma maneira de se proteger dos efeitos do ruído é a utilização de protetores auditivos de
modo habitual e permanente durante toda jornada de trabalho.
* HIGIENIZAÇÃO DO PROTETOR AURICULAR :
Deve ser lavado diariamente com água morna e sabão neutro.
COMO COLOCAR O PROTETOR AURICULAR
Após lavar as mãos, passe o braço por trás da cabeça, puxe a orelha para cima e para o
lado inserindo o protetor segurando firmemente a haste, observando que as três flanges
estejam inseridas no canal auditivo. Faça o mesmo procedimento em ambas orelhas
* OS RISCOS QUÍMICOS: Em nossa vida diária, seja em casa ou no trabalho, existem situações em que
estamos expostos à produtos químicos. O trabalho, às vezes, se apresenta como uma situação mais
perigosa em função dos produtos que manuseamos ou utilizamos durante a limpeza dos equipamentos,
paredes e pisos das seções.
O manuseio de produto químico sem identificação e/ou por pessoa sem orientação adequada, compromete
a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da propriedade.
Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio ou longo prazos, provocando acidentes com lesões
imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho.
* A presença de produtos químicos no local de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo
para a saúde. Isso depende da composição de muitas condições como a natureza do produto, sua
concentração, tempo e intensidade que a pessoa fica exposta a eles.
Alterações menstruais e impotência sexual; insônia; zumbido no ouvido; estreitamento
dos vasos sangüíneos e aumento da pressão arterial; contração dos músculos; ansiedade
e tensão.
* COMO FUNCIONA O NOSSO OUVIDO:
As ondas sonoras do ruído penetram pelo canal auditivo, movimentam os ossículos do
ouvido médio, o martelo, a bigorna e o estribo, transmitindo vibrações e estimulando a
cóclea, onde encontram-se localizadas as células auditivas. Por serem constituídas de
tecido nervoso, uma vez destruídas, não se regeneram originando perdas progressivas da
capacidade auditiva.
* COMO PROTEGER-SE DO RUÍDO:
Uma maneira de se proteger dos efeitos do ruído é a utilização de protetores auditivos de
modo habitual e permanente durante toda jornada de trabalho.
* HIGIENIZAÇÃO DO PROTETOR AURICULAR :
Deve ser lavado diariamente com água morna e sabão neutro.
COMO COLOCAR O PROTETOR AURICULAR
Após lavar as mãos, passe o braço por trás da cabeça, puxe a orelha para cima e para o
lado inserindo o protetor segurando firmemente a haste, observando que as três flanges
estejam inseridas no canal auditivo. Faça o mesmo procedimento em ambas orelhas
* OS RISCOS QUÍMICOS: Em nossa vida diária, seja em casa ou no trabalho, existem situações em que
estamos expostos à produtos químicos. O trabalho, às vezes, se apresenta como uma situação mais
perigosa em função dos produtos que manuseamos ou utilizamos durante a limpeza dos equipamentos,
paredes e pisos das seções.
O manuseio de produto químico sem identificação e/ou por pessoa sem orientação adequada, compromete
a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da propriedade.
Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio ou longo prazos, provocando acidentes com lesões
imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho.
* A presença de produtos químicos no local de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo
para a saúde. Isso depende da composição de muitas condições como a natureza do produto, sua
concentração, tempo e intensidade que a pessoa fica exposta a eles.
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